No passado dia 5 de novembro os alunos de Geometria Descritiva, do 10.º ano do curso de Ciências e Tecnologias e 11.º do curso de Artes Visuais, realizaram uma visita de estudo à Casa da Arquitectura, explorando a mesma com a atividade “O Atlas da Arquitectura”.

Esta atividade, integrada no Plano Cultural de Escola (PCE), na sua missão e premissas, assumiu-se como uma ação com um papel fundamental no desenvolvimento da inteligência espacial dos alunos, mas também dos seus processos de análise e questionamento crítico da realidade, articulando a perceção dos espaços, das formas visuais e das suas posições relativas que envolvem a avaliação cuidada e a seleção de informação pertinente; à formulação de hipóteses e à tomada de decisões sustentadas por processos de investigação que estimulam o desenvolvimento de novas ideias e soluções.

Como é que um arquiteto/engenheiro trabalha? Quais são as superfícies boas para desenhar? Um pacote de açúcar vazio, um guardanapo, uma toalha de mesa, cadernos, muitos cadernos? Imagens diferenciadas assaltam o olhar dos arquitetos/engenheiros que recolhem influências tanto nas casas pátio chinesas, como em Corbusier; num calendário com uma igreja em Tavira, ou numa jangada em ferro; num anfiteatro romano ou numa ruína. Desafiamos os alunos a viajar através do imaginário visual de Souto de Moura a fim de conhecer melhor o seu processo de trabalho.

O resultado que podemos ver nestas imagens, e que esperamos concretizar brevemente numa exposição a toda a comunidade, possibilitaram aos alunos a construção de um atlas de referências coletivo, que certamente os vai ajudar a imaginar a arquitetura, como forma de pensar o espaço, os seus trajetos e derivas.

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