Pembroke

Julho 2018

Escrever sobre a minha experiência no Programa Erasmus+ significa poder viajar no tempo e no espaço e regressar a um importante momento do meu percurso e da minha carreira enquanto profissional de educação. É abrir um álbum de recordações e voltar a sentir cada experiência vivida, cada palavra ouvida, cada cheiro sentido, cada sabor provado. E sorrir… muito.

Em julho de 2018, através do Programa ao qual o Colégio Novo da Maia se candidatou, foi-me dada a oportunidade de participar num curso de formação na ilha de Malta. A Smart Solutions, empresa com anos de experiência na área da formação em Elearning, ICT Training e Project Management, foi, como o nome indica, a solução ideal para poder aproveitar ao máximo esta oportunidade. O grupo de professores com os quais pude contactar/colaborar eram oriundos de países com realidades bastante diferentes como a Eslovénia, a Eslováquia, a Polónia e a Alemanha. E esta multiplicidade de nacionalidades foi o fator-chave para uma experiência formativa bastante enriquecedora, trazendo a possibilidade de analisar qualquer tópico através de um caleidoscópio multicultural.

Participar no curso ICT for Collaborative, Project-Based Teaching and Learning permitiu-me reconhecer o contributo cada vez mais importante que as Tecnologias da Informação e da Comunicação está a ter na mudança do papel do professor. Enquanto educadores, todos necessitamos de abraçar a tecnologia, perceber qual o seu potencial na área da educação e aceitá-la como um precioso aliado. Assim, ao longo de sete dias, viajámos por diferentes apps, programas e plataformas educativas, reconhecendo a sua pertinência para o enriquecimento das aulas das disciplinas que lecionamos.

A pequena localidade de Balluta Bay, nos arredores da capital Valleta, tornou-se a minha casa durante os dias em que visitei a ilha. E que agradável foi descobrir cada pormenor, cada detalhe no padrão de vida do povo maltês. Muitos erram ao pensar que os malteses não têm uma identidade própria e que são totalmente influenciados pelos italianos (Malta fica ao lado da Sicília, no sul de Itália) ou pelos ingleses (Malta foi, outrora, uma colónia britânica). O povo maltês carrega uma história milenar, uma cultura variada e tradições ecléticas. Para além disso, é um povo afável e de sorriso fácil, sendo que me senti muito bem recebido por todos.

Meses depois da experiência, o saldo é bastante positivo. O Programa Erasmus+ ajudou-me a compreender que, enquanto educadores, é nossa missão promover uma mudança das abordagens educativas tradicionais para um ambiente de aprendizagem do século XXI, uma vez que todos estamos interligados num mundo movido pela tecnologia que alargou o lugar de aprendizagem para o campo do virtual, do on-line e do remoto, condições da era digital.

Grazzi, Malta!

Pedro Azevedo

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