Berlin

Julho 2018

Vivemos numa sociedade que se assume como culta e democrática, que sonha com uma educação equitativa, que, mais do que aceitar todos, nos permita chegar a todos pelos mais diversificados caminhos. Neste sentido, voei em direção a Berlim, a fim de adquirir conhecimentos que me permitissem concretizar este sonho. Voei em busca de partilhar e melhorar a minha prática docente com outros professores que, certamente, almejam o mesmo que eu: a felicidade e o sucesso dos nossos alunos.

O curso Flipped Classroom abriu novas portas e janelas para as metodologias de ensino com vista para o desenvolvimento de uma cultura de e para a autonomia através de research approaches que promovam a evolução integral de todos os alunos, dotando-os de um conjunto de habilidades que lhes permitirão caminhar pela vida pessoal e profissional de forma segura e tranquila.

Como asseveram Jonathan Bergmann e Aaron Sams, “a inversão da sala de aula estabelece um referencial que oferece aos estudantes uma educação personalizada, ajustada sob medida às suas necessidades individuais.”, promovendo, portanto, a autonomia e o sucesso de todos os alunos.

É certo que, para um professor, a tarefa de personalizar o ensino é árdua, uma vez que é um só professor para diversos alunos, no entanto, durante a formação, logo percebi que era exequível através do método flipped classroom. “Esse método é replicável, escalável, personalizável e facilmente ajustável às idiossincrasias de cada professor.”. (Bergmann, Jonathan e Sams, Aaron), uma vez que consiste no facto do docente criar um vídeo sobre uma determinada matéria, partilhá-lo com os seus alunos, que deverão assistir ao mesmo, tirando notas, para, em sala de aula, colocar em prática os conteúdos apreendidos.

De Berlim saí com segurança ao nível do entendimento do conceito de cooperação entre todos, do desenvolvimento pessoal e da autonomia, bem como percebi a necessidade de uma aprendizagem criativa que estimule a sensibilidade estética e artística, o saber científico, técnico e tecnológico.

Antonina Cunha

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