Oxford

Julho 2018

A criatividade deve ser estimulada nas crianças em idade pré-escolar para que, no futuro, se tornem pessoas capazes de criar, de inovar e de contribuir com ideias construtivas para a sociedade.

Segundo Homem, Gomes e Montalvão (2009; 41), a educação pré-escolar é considerada a etapa “privilegiada e decisiva no que diz respeito à exploração livre e criativa”. Este facto exige que os educadores sejam capazes de inovar e de se reinventarem diariamente.

Outro dos desafios que enfrentamos enquanto profissionais de educação prende-se com a seleção de diferentes metodologias no ensino da língua inglesa a crianças em tenra idade (creche e pré-escolar), bem como a seleção de materiais e estratégias motivadoras e aliciantes.

Em julho de 2018, aceitamos o desafio que nos foi proposto e embarcamos numa aventura em OXFORD durante duas semanas, nas quais ficamos com uma família de acolhimento, o que nos permitiu uma imersão na cultura e na língua.

Todas as manhãs tínhamos sessões diárias de língua inglesa nas quais trabalhamos múltiplas competências inerentes ao ensino aprendizagem de uma língua estrangeira (expressão e compreensão oral e escrita, funcionamento da língua). A multiculturalidade do grupo de docentes permitiu a reflexão sobre várias temáticas da educação e um maior conhecimento das diferentes realidades e contextos escolares.

Todas as tardes frequentávamos sessões práticas cujo foco incidia no método Montessori. Estas incluíram a partilha de novas ideias, atividades e recursos para o ensino da literacia, matemática, artes plásticas, música, jogo dramático e da Língua Inglesa que fomos também partilhando com a comunidade educativa ao longo da estadia em OXFORD.

Ao longo do curso refletimos sobre os benefícios do pensamento criativo no processo de ensino-aprendizagem e abordamos também a metodologia CLIL, cujo foco é o ensino de conteúdos de diferentes áreas em Inglês de forma a aumentar as competências comunicativas das crianças. Esta metodologia contribui para a consciência cultural, competência linguística e para uma maior motivação de todos os agentes envolvidos no processo.

É importante partilhar experiências e estar consciente de boas práticas, novos métodos e diferentes práticas que possam fomentar a criatividade e as competências comunicativas das nossas crianças.

Esta formação permitiu-nos ampliar as nossas competências pessoais e profissionais tornando as nossas práticas mais reflexivas e inovadoras.

Refletindo em torno da formação realizada referimos que foram reunidas diversas práticas que utilizaremos no nosso quotidiano, contudo foi com orgulhos que ao longo das várias sessões nos apercebemos de que muitas das estratégias partilhadas já são por nós (CNM) realizadas.

Carina Fonseca e Rita Vaz

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