No passado dia 10 de dezembro o Artista Residente (AR) André Silva deu seguimento à sua proposta do Plano Cultural de Escola (PCE), inserido no Plano Nacional das Artes (PNA), realizando um workshop intitulado “Braço estendido” e de seguida exibindo o documentário “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker.

O workshop teve como propósito, questionar o modo como seguramos um lápis para desenhar, através de uma série de exercícios. O objetivo foi segurar o lápis atado a uma vara, de maneiras diferentes e fazer vários desenhos, onde as marcas sensíveis e desenhadas com sensibilidade foram vistas como o conteúdo (objecto) desenhado e como algo em si mesmas. Os participantes mantiveram-se em pé ou sentados a uma distância confortável da sua prancheta, de modo que o braço estendido mantive-se a vara o mais longe possível da prancheta, mas apenas mantendo contato com o papel de desenho.

Como resultado final, cada um de seus desenhos pôde ser visto como completo por si só ou pôde ser usado como base sobre o qual os participantes continuaram a desenhar com mais controle.
Por fim, o documentário “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker, a partir da obra de Vic Muniz, retrata a série de trabalho, “Pictures of Garbage” (2008), que foi tema deste documentário, indicado para o Oscar na categoria em 2010.

“O artista brasileiro Vik Muniz cria fotografias usando pessoas e materiais dos locais onde elas vivem e trabalham. Na sua série “Sugar Children” fotografou retratos de crianças pobres usando açúcar das plantações do Caribe.

Quando os realizadores Lucy Walker e João Jardim começam a seguir o trabalho de Muniz, o fotógrafo estava a desenvolver a ideia para o seu próximo projecto. Muniz sabia que queria trabalhar com o lixo, mas ainda não tinha decidido o local. É então que decide ir até ao Jardim Gramacho, a maior lixeira do mundo, localizada no Rio de Janeiro.

No Jardim Gramacho, Muniz conhece os catadores do lixo, homens e mulheres que separam o lixo que se pode reciclar de todo o restante.”

Serão eles os protagonistas do seu novo trabalho e com isso ganharão também uma força e uma dignidade que mostra que a arte tem também um poder de gerar a transformação interior do indivíduo, enquanto ser social e político.

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